quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Terra - impressões e críticas

Finalmente o Terra chegou, e se foi.
Eu pensei isso.
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Mallu Magalhães
Eu vi três segundos, porque cheguei e o Animal Collective já tinha começado. Nestes três segundos eu pensei três coisas: a banda era muito boa, a voz dela estava alta demais e tinha gente pra caramba assistindo.

Animal Collective
Acabei vendo pouco também porque daí ia começar o Jesus & Mary Chain. Parece ter sido um show incrível, mas foi um pouco difícil de entrar no clima pegando do meio. Quem viu inteiro, amou.

Jesus & Mary Chain
A crítica falou super bem, eu achei meio morno. Foi bacana e tal, com direito a teletransporte para o meio dos anos noventa.

Foals
Como todos os do começo, quando ainda estávamos frenéticos achando que daria pra ver todos os shows, só vi um pedaço.
Tava muito bom, deve ter sido sensacional. A passagem de som do dia anterior já tinha dado a deixa de que a coisa ia ser quente. Altamente dançante e o público envolvido. Só que saímos para ver o Offspring.


Offspring
Fazia oito anos e 352 dias que eu queria ver este show, desde que não consegui ver eles em 1999. Aparentemente eu não estava sozinha.
Ainda bem que os caras sabem que os três CDs depois de 2000 são bem fraquinhos e se concentraram nos fantásticos hits dos primeiros cinco, até colocando algumas mais obscuras como Mota e Bad Habit.
Foi lindo, emancipante, todo mundo cantou e quicou junto. Pra deixar ainda mais nostálgico, além das previstas rodinhas, teve até pirâmide humana, que devo confessar, ainda não tinha visto neste milênio.
Eles estavam felizes de estar lá, nós estávamos felizes de estar assistindo.
As críticas foram péssimas, como era de se esperar já que foram péssimas nos outros shows da turnê.
Pra mim, foram feitas por pessoas azedas que não sei o que estavam esperando. Um jornal os classificou como “rock botox”. Se eles colocaram botox, explica como estão com a mesmíssima cara há tanto tempo, mas não muda a capacidade musical dos caras. Outro achou que as músicas estavam datadas. Uai, se pegar um hit-chiclets-beira-o-insuportável como Pretty Fly, não teria como ser de outro jeito. Ela deve ter tocado 10 vezes por hora por estação quando foi lançada.
A única coisa médio foi que, ao contrário da Mallu, o vocal estava baixo.
Ainda assim, saí liquefeita e realizada do show.

Bloc Party
Percebendo que esta história de ficar vendo meios shows tava choca, ficamos direto pra ver o Bloc.
O show foi super legal, com direito a sinceras e cativantes desculpas pelo fiasco na MTV, mas o público achou que era o momento lounge e não ficou quieto durante as músicas nem aplaudiu ou demonstrou a menor comoção pelo esforço e animação no palco.
Depois de certo momento, começou até a me dar dózinha deles, porque devia estar sendo um saco fazer o show e eles estavam honestamente tentando se redimir e proporcionar algo bacana.
Eu gostei a valer.


Kaiser Chiefs
Finalmente o momento que aparentemente todos esperavam e o público adormecido levantou.


Foi um show fiel ao melhor manual de como se fazer um. O Ricky tinha um bloquinho de frases em português, interagia com o público, desceu pro pit, fez coros de “Ôoô”, “todo mundo canta junto” e outras artimanhas que levam os fãs à loucura.
Tocaram todos os hits.
O Peanut, o tecladista que tirou o apêndice na quinta-feira estava lá, firme e forte, seguradinho no teclado. E o Ricky até tentou levantar um coro pra ele, mas bateu o sotaque britânico, e quase ninguém das 15.000 pessoas que estavam lá conseguiu traduzir o “Piunã” pra sua verdadeira intenção. Não foi falta de amor, foi incompreensão mesmo.

Foi pena não ter visto os outros shows, mas estes foram muito bem curtidos. E agora um buraco na minha pré-adolescência Offspringuiana foi tapado e eu me sinto uma pessoa mais feliz e completa.


A infra estava uma belezura.
Nenhum show atrasou, o som estava sempre bom. Todo mundo ganhou manualzinho com horários de pendurar no pescoço ou onde quisesse.
A limpeza foi incrível, tinha oficina de reciclagem simultânea aos shows e porta-bitucas foram distribuídas, amenizando muito a nojeira possível de acontecer.
A cerveja estava num preço ok, a comida aceitável.
A cenografia estava lindona tanto nos palcos como na decoração dos espaços de passagem.
O banheiro estava limpo.

Falam que foi o melhor festival do ano. Para a escala e o gênero, realmente foi.



A verdade é que o único que foi medíocre foi o TIM, carérrimo e espalhado. As bandas eram demais, mas infelizmente não é o suficiente.
Porque para os eletrônicos, o Skol Beats foi sensacional, ótimos shows, mega organizado, super bonito, cerveja a três reais, bilhete de ida e volta de metrô + transporte gratuito para o Anhembi.
O Invasão Sueca foi lindo, ótima escolha de bandas e no Studio SP, que pra mim tem a melhor acústica do mundo e parece que estamos todos dentro da caixa de som.
O Motomix foi esquisito porque não foi festival, mas teve Eagles of Death Metal então me ganharam totalmente.
Claro que é Rock e Nokia Trends, não lembro se teve, caso sim, deve ter sido chato pra eu apagar da memória.

E agora, voltamos a carência festivalística até o segundo semestre de 2009.

Fotos tiradas nos shows por mim.

2 comentários:

Unknown disse...

Belo resumo, Mico
PLaneta Terra virou meu preferido!!!

cafeiina disse...

belo resumo micocó!
desde ano passado, qdo anunciaram o planeta eu desconfiei q ele pra sempre seria o melhor do mundo!
e nao decepcionou.
como sustentabilidade bateu o about us, que foi ótemo de show do dave. mas foda de preços de cerveja, comida e entrada.e dos outros shows....né.
enfim
até ano q vem!