Não que eu me ache nenhum tipo de expert no assunto, mas sei que o nosso discurso sobre nós mesmos muda como nos percebemos e como o mundo nos percebe. Se eu falar que sou Napoleão, não vai colar; mas se eu falar que sou quem sou ou quem quero ser, e fizer por merecer, a validação minha e do outro pode ajudar nessa concretização.
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Ao mesmo tempo, em grupos profissionais isso também acontece, como conversei com a Taissa esses dias. Dependendo da dinâmica criada você se torna o neurótico, o executivo, o desencanado... E só com o preenchimento de todos esses papeis a dinâmica de trabalho consegue fluir.
Mudar o seu papel? Fazer o outro mudar o dele? Com um discurso otimista ou uma verdade nua e crua?
Ou será que se deve assumir um papel que pode não ser prazeroso, ou gerar sorrisos amigos, mas essencial pra que as coisas funcionem?
Quando que temos que ser atores? Ator de sorrir mesmo estando infeliz, ator de criar uma figura de autoridade mesmo quando não nos sentimos capazes?
Quando que podemos desabafar? Como saber como as coisas vão ecoar nos outros, se você vai criar aliados ou um bocado de pessoas que te acham um chato?
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Eu sei que nós putz-escritoras e a maioria dos nossos leitores, estamos nessa etapa de achar o papel que sabemos desempenhar o melhor possível. Merda pra nós!










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