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domingo, 7 de novembro de 2010

Festival Planeta Terra 2010 - Sonora Main Stage



O Festival Planeta Terra está chegando e nós, do querido Putz!, preparamos uma pequena ficha técnica do line-up para que você não perca nenhuma agitação!


Este post diz respeito aos artistas que se apresetarão no palco principal do Planeta Terra, o SONORA MAIN STAGE:


Artista: Mombojó
Origem: Brasil, Pernambuco, Recife
Motivação: diversão
Sonoridade:

Ah, é?: É, o clipe é sensacional! Assistam!
Horário do show: 16h00



Artista: Novos Paulistas
Origem: Brasil, Rio de Janeiro São Paulo, São Paulo
Motivação: experimentos
Sonoridade:


Ah é?: Boto fé.
Horário do show: 17h30





Artista: Of Montreal
Origem: Estados Unidos da América, Doda Georgia, Athens
Motivação: esquisitices
Sonoridade:


Ah é?: No site da banda diz que eles vão se apresentar em “Sao Paolo”.
Horário do show: 19h00


Artista: Mika
Origem: Líbano, radicado em Londres.
Motivação: versatilidade
Sonoridade:


Ah é?: Vai ser diversão. Dance!
Horário do show: 20h30



Artista: Phoenix
Origem: França, Paris
Motivação: croissant anos 80
Sonoridade:


Ah é?: Phoenix é também uma sonda espacial não tripulada da NASA, lançada em 2007, com o objetivo de pesquisar por moléculas de água em Marte.
Horário do show: 22h00

Artista: Pavement
Origem: Estados Unidos da América, Califórnia, Stockton
Motivação: os fãs
Sonoridade:


Ah é?: A banda ficou afastada durante 11 anos, voltaram em 2010.
Horário do show: 23h30

Artista: Smashing Pumpkins
Origem: Estados Unidos da América, Chicago (1987)
Motivação: esmagar abóboras pesadelos
Sonoridade:


Ah é?: Olha, o Billy Corgan (vocal) curte Jimi Hendrix.
Horário do show: 1h00



Aguardem ansiosamente para o próximo post: GILLETTE HANDS UP \o/ INDIE STAGE


Hasta!

domingo, 18 de outubro de 2009

Carmen Miranda-da-da-da


Tá na moda falar de Carmen Miranda. Começou com o aniversário de cinqüenta anos da morte dela em 2005 e continua até este ano com o centenário de seu nascimento. E é por que todo mundo está falando que eu vou falar também? Não, não...

Eu estou falando dela porque fico com a sensação que muito se vê, muito se lê, mas não se faz uma crítica verdadeira a figura de Carmen, provavelmente nosso primeiro ícone pop, bem possivelmente a primeira designer brasileira conhecida no mundo e efetivamente precursora do tropicalismo!

Houve duas homenagens, entretanto, que acho que foram muito bacanas.

Figurino original de Carmen (foto minha)

A primeira foi no SPFW do inverno de 2009, em que, apesar de parecer que o tema “Carmen Miranda” estava lá só pra fazer graça, tinha uma exposição das roupas que ela usava nas apresentações que eu achei fabulosa.

Detalhes do tecido e dos adereços de cabeça (fotos minhas)

Quer dizer, metade da imagem que temos de Carmen Miranda hoje são as bananas na cabeça, mas ver o tecido efetivo em que foram feitas as roupas, os trabalhos de bordado e o refinamento da coisa toda descontróem a cafonice que ficou como repercussão disso tudo.
Mais ainda, deu pra ver como ela era pequena de fato, e não fica o termo vazio de “a pequena notável” que eu preenchi nas palavras cruzadas dia desses.

A outra homenagem que eu vi e achei muito legal foi um show que estava em cartaz no fim de semana passado, e infelizmente não deu tempo de eu escrever a tempo de fazer a propaganda pra vocês poderem ver, mas aviso na próxima vez que tiver.

Chama Na Batucada da Vida, título extraído de uma das músicas da portuga, com música cantadas por Lucinha Lins, Virgínia Rosa e Célia.

Primeiro já é muito legal pela releitura das músicas, que dá um peso e uma contemporaneidade sem perder a essência do que ela propunha. Não bastasse as músicas, as três dão um show de simpatia e mostram que estão muito felizes com o projeto, assim como os músicos, o que sempre deixa qualquer espetáculo muito melhor.

A mesma idéia de releitura é feita para os figurinos e para o cenário do espetáculo, pegando elementos chave das roupas de Carmen, mas aplicando sobre um fundo preto e garantindo o refinamento que ela merece, o resultado é demais.





segunda-feira, 29 de junho de 2009

Do you remember the time?

O intuito deste post era falar um pouco sobre gravatas, mas, aí, o Michael foi pra Lua divulgar o moonwalking e eu gostava tanto dele. Não pude evitar; vai ser um pouco pessoal.

As festas sempre foram, de certa forma, um tributo a ele. Em todos os passinhos de dança, mesmo que tímidos; em todos os estalos de dedos, mesmo que silenciosos; em todas as tentativas de dançar “Thriller”, mesmo que descoordenadas; em todos os impulsos pélvicos, mesmo que nada sensuais; no momento mágico em que “Billie Jean” acusa as primeiras batidas e a pista de dança, dança.

Mundo louco. Muito louco. Eu não chorei, veja bem, mas ainda não acredito. Nunca vou entender como ele ficou branco, mas isso não importa. O que mais me intriga: ...... Just beat it.

Cansei da curiosidade humana.



Aaaau!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Cidade e arte

Saí no metrô Anhangabaú as 21:15hrs de uma quarta-feira e pus-me, inadvertidademente, a caminhar na direção radialmente oposta àquela pretendida. Pretensão esta de entender a cidade, de saber lidar com ela.

É evidente que neste momento eu não tinha percebido que estava indo para o lado errado, mas sentindo algo de estranho no trajeto, olhava para cima, me localizava pelos edifícios. Meu quebra-cabeça urbano lutava para recalcular a rota, inseguro. Perguntei, ninguém sabia, quatro vezes.

Girei 180° e segui percurso, porque este tanto eu deduzi. Caí na rua errada, me vi cercada de pessoas que me viam como alienígena. Meus sapatos pareciam cobiçados nos olhares atentos e direcionados. Dei meia volta e parti num caminho que permitisse o sucesso da empreitada.

Um carro de polícia apareceu me seguindo e me senti segura, escoltada. Andávamos apenas eu e a viatura numa viela de pedestres. O carro parou, um homem em prantos foi jogado na rua. Mudei de direção novamente.

Contornei, cheguei. Cheguei e entrei num espaço cultural num hotel reciclado.

Surgiu um flautista. Surgiu um grupo de dança, motivo de toda a história. Surgiu movimento, vida, ocupação artística do espaço. Meus sentidos foram estimulados pela textura, pelo som e pelo que se criava ali. Um estímulo bastante contrastante com a experiência imediatamente anterior.

Em tudo isso, me vi perplexa. Não sei ainda analisar ou emblematizar esta situação, mas a caricaturização da vivência urbana me surpreende sempre.

Foto tirada por mim, lá.